Já falei antes sobre uma ferramenta bastante simples de utilizar para que possas, de uma forma fácil e prática, tratar do teu orçamento pessoal.
E hoje, trago-te outra. Assim como nos investimentos, diversificação de conhecimento é importante. Por isso, quanto mais formas de gerires as tuas finanças pessoais conheceres, mais preparad@ estarás para atingir a tua independência financeira.
Cada caso é um caso, e cada um é que deve tentar perceber qual a melhor forma de manter as suas despesas e poupanças sob controlo. Contudo, nunca é demais relembrar que, independentemente da forma como o fazes, o mais importante é que o faças!
Kakeibo é uma técnica japonesa e centenária de gestão de orçamentos. Ajuda-te a gastar e a poupar mais conscientemente - sem muitas complicações. É visto mais como uma filosofia financeira, do que propriamente como uma forma de gerir o teu dinheiro. Estranho? Um bocado, mas espero que no fim disto percebas o porquê.
O que é kakeibo?
O nome Kakeibo vem de uma expressão japonesa que significa "livro de contabilidade doméstico". Essencialmente, um kakeibo é um diário, físico, dos teus ganhos e gastos. Ao usares o kakeibo, para além de definires metas financeiras, vais também responder a perguntas sobre como estás a progredir em direção a essas metas. E o objetivo é que uses isso para avaliar como correu o teu mês em termos financeiros.
O mais importante é que este método ajuda-te a pensar a fundo sobre a tua relação com o dinheiro, e a entender melhor porque é que estás a gastar mais (ou menos) dinheiro em determinadas coisas.
Como funciona o kakeibo?
Arranja um diário: caneta e papel? Ainda sabes o que isso é? Um simples diário funciona bastante bem para pôr isto em prática.
Calcula quanto ganhas por mês, e substrai as despesas mensais
Define um objetivo de poupança para o mês: idealmente, deves retirar este valor do que te sobrou após todas as tuas despesas fixas.
Lista as categorias de gastos: necessidades, desejos, cultura, e inesperados.
Categoriza tudo o que compras: regista todos os teus gastos com a categoria apropriada e incluí quanto gastaste.
Responde a 4 perguntas: de vez em quando - mensal ou semanalmente - responde, por escrito, às seguintes perguntas: Quanto dinheiro tens? Quanto dinheiro queres poupar? Quanto dinheiro estás a gastar? Como podes melhorar?
Repete.
O passo #6 é o que diferencia este método de outras formas de gerir orçamentos. Certamente já deves fazer isso, de alguma maneira, mas quando é que foi a última vez que realmente pensaste sobre isso e, mais importante, escreveste o que te ia na cabeça?
A última pergunta “Como podes melhorar?” é bastante aberta, e não há uma resposta certa. O objetivo é que reflitas verdadeiramente sobre este ponto em concreto. E tem em atenção: melhorar não significa única e exclusivamente encontrar maneiras de cortar custos - pode significar decidires gastar mais nalguma coisa que realmente gostes e gastar menos em compras que talvez não te tenham trazido tanto valor como achavas.
Tudo isto para te pôr a pensar como usas o teu dinheiro. Não é para todos, e certamente haverá pessoas que acham que é pouco prático. Mas nem tudo na vida é preto no branco. Each one to their own.
Porque é que este método é interessante?
O kakeibo é excecional porque te ajuda considerar e a perceber as motivações por detrás dos teus gastos.
Por um lado, escreveres tudo à mão melhora a memória, e é um processo meditativo e reflexivo. Apontar os detalhes de uma compra leva mais tempo do que inserir os números numa app. Ficas mais ciente do que estás a escrever e porquê.
Por outro lado, leva-te a considerar cada compra uma segunda vez. Leva-te a pensar sobre todos os teus gastos, e a refletir bastante mais sobre o que te levou a fazer uma determinada compra.
Para terminar: todos podemos ser extremamente racionais com o nosso dinheiro quando estamos a fazer planos para o futuro. Mas a verdade é que é em momentos de irracionalidade, e sob pressão, que percebemos como é que realmente a nossa mente funciona. E quanto melhor te conheceres, melhor conseguirás controlar os teus impulsos.
É um prazer ter-te desse lado, e obrigado por leres. Não te esqueças de subscrever, ou partilhar, se ainda não o fizeste!


tanta palavra escrita, para dizer: toma nota das despesas.
Que ineficiência