É fácil dizer que aceitamos risco quando o gráfico sobe. A pergunta fica diferente quando imaginamos o dinheiro a valer menos exatamente quando precisamos dele.
Risco tem várias caras
O preço de um investimento pode oscilar sem que o produto tenha falhado. Mas uma oscilação pode tornar-se uma perda real se tiveres de vender nesse momento. Há ainda o risco de o emissor não cumprir, de o produto ser difícil de vender ou de a inflação reduzir o que o dinheiro compra.
Não basta perguntar «quanto posso ganhar?». Pergunta também «quanto posso perder?», «em que circunstâncias?» e «posso sair?». Se a resposta depender de palavras que não percebes, ainda não tens informação suficiente para decidir.
Capacidade e vontade não são a mesma coisa
Podes sentir-te confortável com oscilações mas não ter margem financeira para as suportar. Ou ter margem e preferir não viver com essa incerteza. Ambas as dimensões contam.
Diversificar pode reduzir a dependência de um único ativo, mas não elimina o risco de perda. Uma carteira com muitos nomes pode continuar concentrada se todos reagirem de forma semelhante ao mesmo acontecimento.
Experimenta
E nesta situação?
O Bruno diz que tolera quedas porque não costuma olhar para a aplicação. Mas vai precisar do dinheiro para pagar uma despesa certa daqui a seis meses. Qual é a lacuna no raciocínio?
Agora, a tua vez
Uma pergunta para levares contigo
Imagina que 1 000 € investidos passam a valer 800 €. Escreve o que mudaria se precisasses do dinheiro amanhã ou só daqui a vários anos. Não tentes prever o que o mercado faria depois.
Fonte para aprofundar: Todos Contam — riscos dos produtos ↗
